quarta-feira, 23 de maio de 2018

Lourdes na festa de Nossa Senhora Auxiliadora

Maria Auxiliadora na basílica de Maria Ausiliatrice, Turim
Maria Auxiliadora na basílica de
Maria Ausiliatrice, Turim
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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sócio do IPCO,
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Nesta festa, do dia 24 de maio, peçamos a Nossa Senhora prepare nossas almas para receber o chamado para a outra vida no momento em que mais compraza a Ela

No momento em que Ela tenha ocasião de ser mais especialmente nosso auxílio na hora suprema.

Na hora em que nós avançarmos para sermos julgados, que Ela nos dê em um minuto tudo aquilo que nós possamos ter recusado durante nossa minha vida.

E de maneira a realizar o ideal de nós mesmos que deveríamos ter realizado na nossa vida toda.

Ser na hora em que eu comparecerei diante dEla tudo aquilo que Ela queria que eu fosse quando eu fui criado.

Nada na vida me faz falta a não ser notar que eu não sou aquilo que inteiramente eu deveria ser.

A toda a hora nós ouvimos falar que em torno de nós estão se avolumando eventos tremendos.

Porque a Bondade Suprema de Deus está sendo recusada e acalcada aos pés.

De todos os lados o Brasil dá impressão de um tecido velho, corrompido, que vai sendo puxado e vai-se rasgando.

Se o Brasil inteiro soubesse se voltar a Nossa Senhora com uma frequência muito maior.

Maria Auxiliadora.
Maria Auxiliadora.
Se ele afluísse com uma frequência ainda mais considerável à Sua casa em Aparecida ...

Se ele chegasse lá e dissesse a Nossa Senhora: “Auxilium Christianorum, ora pro nobis”.

Auxilio dos Cristãos, rogai por mim, por minha alma.

Rogai para que eu persevere.

Rogai para que eu seja aquilo para que vós me chamastes a ser.

Rogai por aqueles a quem eu quero.

Rogai por aqueles que vós chamastes por meu intermédio.

Rogai para que o timbre de minha voz chegue até aos ouvidos deles e por meio dele a graça fale à alma deles.

Àqueles que eu fiquei especialmente encarregado de trabalhar para que atinjam o Céu.

Rogai por eles.

Rogai, enfim, por todos aqueles que o demônio quer arrancar do bom caminho.

Rogai por tudo aquilo que resta da Civilização Cristã.

Maria Auxiliadora aparece na batalha de Lepanto
contra os islamitas. Paolo Veronese (1528 - 1588).
O Brasil precisa de um milagre assim.
Rogai para que se mantenha tudo quanto se possa manter.

Até o momento em que vossa justiça intervenha e faça ruir esse mundo pecador.

Sim, esse mundo que se vai entregando à mais descarada homossexualidade.

Nas dores de todos os dias, dai-me a confiança de dizer:

Ó clemens, Ó pia, ó dulcis Virgo Maria; Auxilium Christianorum, ora pro nobis 

– Ó clemente, ó piedosa, o doce Virgem Maria”. Auxílio dos Cristãos , rogai por nós

Então eu não temerei as dores do dia de minha partida da Terra.

Eu terei confiança e repetirei sempre “Auxilium Christianorum” “Auxílio dos Cristãos , rogai por mim.

Porque desde o momento extremo em que eu me segure de Vós, que É a corda de salvação, eu tenho certeza que Vós me levareis para o alto, para a eternidade gaudiosa.

Certa feita, São Bernardo estava rezando na catedral de Colônia a Salve Rainha.

A oração dele chegou até “ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix. Ut digni efficiamur promissionibus Christi”.

São Pio V, viu miraculosamente a vitória da frota cristã sobre a muçulmana pela aparição de Maria Auxiliadora
Terminou a Salve Rainha, mas num élan inspirado pela graça, ele acrescentou essa exclamação de amor a Nossa Senhora abrasadíssima:

“O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria – Õ clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria”.

Nessas três palavras resplandece a noção da clemência de Nossa Senhora, que tem pena do mísero pecador e que obtém o perdão de nossos pecados.

Ela obtém a comutação de castigos em quantidade imensa.

Ó pia quer dizer Aquela que é misericordiosa, que tem pena.

No doce Virgem Maria São Bernardo se transformou tanto, que foi pelos ares.

E a oração terminou no céu diante do povo encantado e entusiasmado.

Que em todos os dias de nossa vida nós saibamos dizer: “O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix. “Auxilium Christianorum”

Ó clemente, ó piedosa, o doce Virgem Maria!!!!.

É a grande reflexão, consolação e esperança que nós temos diante de nós.

Peçamos a Nossa Senhora de Lourdes que a mantenha viva impressa bem a fundo em nossas almas.





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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Oração a Nossa Senhora de Lourdes

A todos os homens vão a Vós, Vós os curais
Luis Dufaur
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Ó Minha Senhora e minha Mãe, Vós manifestastes em Lourdes a grandeza de vosso poder e a imensidade de vossa bondade e por isso todos os homens vão a Vós e Vós os curais.

Fazei-me compreender, minha Mãe, que, no sentido espiritual, toda a Igreja Católica é uma Lourdes.

Que ali Vós vos manifestais aos homens, e os curais.

Quantas enfermidades levo na minha alma mesmo dentro da Santa Igreja para a qual me chamastes tão misericordiosamente!

E, entretanto, vós que sois a Imaculada Conceição, já vais me curando e a todos os que a Vós imploram com o coração contrito e humilhado.

Concedei-me a graça que vos peço (fazer o pedido).

Não permitais que nunca mais eu me separe de Vós, é o que Vos peço do fundo de minha alma.

Pois, dessa forma, não me afastarei mais de Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho.

Amém.

Nossa Senhora de Lourdes, rogai por nós!



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quarta-feira, 9 de maio de 2018

Em Lourdes: duas atitudes da Providência diante do sofrimento humano

Luis Dufaur
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Nós vemos em Lourdes duas atitudes da Providência diante do sofrimento humano. E estas duas atitudes têm sua razão de ser, apesar de parecerem até contraditórias, dentro da perfeição dos planos divinos.

De um lado, o que mais chama atenção em Lourdes é Nossa Senhora que tem pena do sofrimento dos homens, atende aos rogos deles e pratica milagres para os livrar das dores que eles sofrem.

Vemos Nossa Senhora que tem pena das almas, e para provar que a Fé Católica é verdadeira, pratica milagres e opera conversões.

Mas, de outro lado, nós vemos em Lourdes outro aspecto. E são os inúmeros doentes que vão a Lourdes, e voltam sem ter sido curados.

Por quê razão Nossa Senhora opera a cura de uns e não opera a cura de outros? Qual é o mistério?

Porque é muito fácil a gente compreender que alguns sejam curados. Mas, qual é o mistério pelo qual outros não são curados?

Nisso também Nossa Senhora nos dá um grande ensinamento.

Porque Ela mostra, pela bondade dEla em Lourdes, que Ela é nossa Mãe, que Ela tem pena de nós, que Ela quer e pode praticar maravilhas por nós, e Ela as pratica.

E, entretanto, a maior parte dos doentes que vão lá voltam sem ter sido curados.

Qual é então a razão de ser disto? Qual é a razão mais profunda desse fato?

Eu creio que é um dos mais estupendos milagres de Lourdes.

Para a grande maioria das almas o sofrimento é necessário para a santificação. As doenças são necessárias para a santificação.

E é mesmo por meio das doenças e das provações espirituais que a pessoa se santifica.

E quem não compreende o papel do sofrimento e da dor para operar nas almas o desapego, o amor de Deus, e a regeneração, não compreende absolutamente nada.

É por esta forma que as almas se santificam. E São Francisco de Salles chegou a afirmar que o sofrimento é verdadeiramente o 8º sacramento, de tal maneira é indispensável.

O Cardeal Segura, com quem eu estive uma ocasião, me contou o diálogo que ele teve com Pio XI.

Pio XI se gabava diante dele de nunca ter estado doente. O Cardeal Segura sorriu para ele e disse: "Então Vossa Santidade não tem o sinal de predestinado".

Pio XI ficou assustado, e ele disse: "Não há predestinado que não adoeça, e gravemente, sofra muito da saúde pelo menos em determinado período de sua vida. Se Vossa Santidade nunca teve nada de saúde, não é sinal de predestinado".

Dias depois, Pio XI teve um enfarte de coração fortíssimo. E da cama ele escreveu um bilhetinho ao Cardeal [Segura], que guardava o bilhete.

Era assim: "Eminência, já tenho o sinal de predestinado". No meio de toda a doença ele manda esse recado ao Cardeal Segura.

E realmente a doença é, como o sofrimento de toda ordem, o sofrimento moral, etc., é o sinal dos predestinados.

Ora, Nossa Senhora agiria contra o interesse da salvação das almas, se a toda alma Ela tirasse as doenças.

E de certas almas, para certos efeitos, de algum modo convém tirar o sofrimento. Mas normalmente não convém. De maneira que essas pessoas vão a Lourdes e voltam sem ter sido curadas.

Prova de quanto Nossa Senhora, tão misericordiosa, acha, entretanto, indispensável o sofrimento para a salvação das almas.

Em Lourdes se verifica que Nossa Senhora dá ao doente uma tal conformidade com a doença, que eu nunca ouvi contar o caso de uma pessoa que esteve em Lourdes e não sendo curada se revoltasse.

Pelo contrário, as pessoas voltam enormemente resignadas, voltam satisfeitas de terem ido fazer sua visita a Lourdes, e verem outras que foram curadas.

E até casos numerosos de pessoas que vêm de longe, da Índia, da América, sei lá de onde para serem curadas, e que vendo ao lado outras que têm mais necessidade de serem curadas, pedem a Nossa Senhora isto: que eu não seja curado contanto que esse seja curado, e aquele seja curado.

Quer dizer, uma pessoa que aceita a doença, aceita o sofrimento em benefício do outro.

Verdadeiro milagre de amor ao próximo por amor de Deus, milagre moral arrancado ao egoísmo humano, e que é milagre mais estupendo do que uma cura propriamente dita.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 6.2.65, sem sua revisão)



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quarta-feira, 2 de maio de 2018

Em São Paulo,
um elo de ouro entre Lourdes e o Brasil

Imagem de Na. Sra. de Lourdes
venerada na Igreja do Sagrado Coração de Jesus,
em São Paulo, bairro Campos Elísios.
[Foto Paulo Roberto Campos] 
Luis Dufaur
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Nossa Senhora de Lourdes desejou ser conhecida enquanto sumamente benfazeja.

Assim, sugiro pensarmos numa grande graça para pedir a Ela.

Devemos ser ousados em nossas orações, pedir coisas arrojadas, não coisas insensatas, e pedir com muita insistência.

Por exemplo, pedir uma graça que diga respeito à santificação, e depois algo que se queira de temporal, mas que Ela nos conceda se for para o bem de nossas almas.

Isso nos leva a refletir no panorama de nossa vida espiritual, a ter uma visão de nós mesmos e de nossas atividades.

Na igreja do Sagrado Coração de Jesus [na capital paulista] há uma gruta com uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes.

Não é uma imagem qualquer, é a própria imagem que era venerada na Basílica de Lourdes, na França, antes da imagem atual, segundo documento guardado na igreja.

Portanto, essa imagem constitui um elo entre Lourdes e o Brasil.

Nunca devemos nos esquecer de que no Evangelho as doenças do corpo são tratadas como sendo símbolos de doenças da alma.

Assim como alguns sofrem paralisia do corpo, outros sofrem paralisia de alma; alguns sofrem de cegueira no corpo, outros na alma; surdez, mudez e outras enfermidades.

Se tivermos defeitos de alma que desejamos corrigir, seria o momento adequado de os levarmos àquela gruta de Nossa Senhora de Lourdes e pedir a Ela que nos cure.

Cópia da autêntica da imagem. [Foto Paulo Roberto Campos]
Cópia da autêntica da imagem.
[Foto Paulo Roberto Campos]
Isso tem muita razão de ser, pois se a Virgem Santíssima deseja tanto curar corpos perecíveis e mortais, quanto mais desejará curar almas imperecíveis e imortais.

Nosso Senhor Jesus Cristo não veio à Terra para salvar corpos, veio para salvar almas.

Nossos pedidos não podem deixar de ser muito gratos a Ela.

Pedidos feitos para nós ou por outrem; por alguém a quem desejamos fazer um bem; por uma alma cujas dificuldades nos amedrontam; por um amigo cujas aflições, tentações ou perigos constituem para nós uma fonte de preocupação.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, excerto de conferência em 10.02.1965, sem sua revisão, apud CATOLICISMO, fevereiro 2018)

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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Paradoxo em Lourdes: muitos milagres reconhecidos pela ciência e poucas proclamações canônicas

Alice Couteault: um dos milagres estudados e aprovados
Alice Couteault: um dos milagres reconhecidos
e canonicamente aprovados
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Até 1998, 6.772 casos foram julgados “inexplicáveis”. Mas só 68 foram reconhecidos oficialmente pela Igreja.

O mais recente reconhecimento aconteceu em 11 de fevereiro de 2018, na pessoa da irmã Bernadette Moriau, da diocese de Beauvais, França, curada em 11 de julho de 2008.

Tais cifras são como “a árvore que oculta a floresta que há por trás”, segundo um ditado francês.

Com efeito, muitas pessoas não sabem que existe o Bureau Médico, não se apresentam e nenhuma apuração pode ter lugar.

Muitas outras não conservam, ou não tiveram a documentação médica que serve para documentar o milagre ou, ainda, não podem voltar nos anos seguintes para os exames indispensáveis.

Um número ainda maior é objeto de curas que os beneficiados têm certeza de serem sobrenaturais. Mas as doenças não têm características ou proporções para serem apresentadas ao Bureau.

Por exemplo, mau funcionamento de órgãos, distúrbios neuro-vegetativos ou psiquiátricos.

Maior ainda é o número de males de tipo espiritual ou moral, casos que não são suscetíveis de análise médica.

Ainda mais vasto é o leque dos favorecidos com graças que resolvem problemas de índole familiar, afetiva, profissional, econômica etc., que não entram no âmbito da medicina.

A crise da Igreja e a “pusilanimidade” freiam muitos reconhecimentos

Pode-se perguntar: havendo mais de seis mil casos certificados como inexplicáveis, por que apenas 70 foram reconhecidos pela Igreja?

Em 1862 — isto é, quatro anos após as aparições — foram proclamados sete milagres, mas depois houve silêncio até 1907.

Esse período foi marcado por governos ateus ou anticlericais na Franca. O Prof. Yves Chiron no livro “Enquête sur les miracles de Lourdes” (“Inquérito sobre os milagres de Lourdes”, Ed. Perrin, Paris, col. Synthèses historiques, 2008) julga que os bispos naquela circunstância histórica deixaram-se levar pela “pusilanimidade”.

Tinham medo de “ofender” governos que impulsionavam a Revolução anticristã declarando publicamente a veracidade dos milagres.

São Pio X estimulou os bispos a reconhecerem os milagres
São Pio X estimulou os bispos a reconhecerem os milagres
Tal situação cessou com São Pio X.

Este Papa, consciente do dever de todo Vigário de Cristo, deu mais uma prova de sua prudência e determinação.

Incitou corajosamente os Bispos franceses a reconhecerem os milagres, de preferência em cerimônia de grande aparato e edificação para os fiéis.

Foi assim que entre 1907 e 1913 ocorreram 33 proclamações, a metade de todas as havidas em quase 150 anos de milagres.

Porém, com a morte do Pontífice santo, o “desinteresse dos Bispos” provocou um novo “silêncio da Igreja”, segundo Chiron.

A omissão abrandou-se um pouco no fim do espantoso cortejo de catástrofes, com dezenas de milhões de mortes, da Segunda Guerra Mundial.

A partir de 1946 houve reconhecimentos eclesiásticos, embora a conta-gotas. Mas cessaram em 1965, ano de encerramento do Concílio Vaticano II.

“Bom número de Bispos tem podido julgar as proclamações de milagres como 'inaptas pastoralmente', considerando o espírito dos tempos pós-conciliares”, conclui o Prof. Chiron.

Entretanto, merecem menção duas felizes exceções: uma em 1976 e outra em 1978. Depois, o deserto de proclamações continuou até 1999, quando o Bispo de Angoulême (França) reconheceu canonicamente o caráter autêntico de uma cura.

E ainda mais recentemente duas na Itália e uma na França. Sem dúvida muito pouco considerando os milhares de processos científicos declarando que as curas foram inexplicáveis segundo as ciências humanas.

Chiron registra uma tendência, entre altos eclesiásticos, de tratar a palavra milagre como se fosse proibida. Em seu lugar, utilizam-se fórmulas pouco claras para o comum dos fiéis ou que diminuem a importância da cura milagrosa.


Leia na coluna da esquerda, um por um, todos os milagres reconhecidos.



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domingo, 15 de abril de 2018

Santa Bernadette, maravilha de santidade

Luis Dufaur
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O historiador eclesiástico Rorbacher escreveu a respeito de Santa Bernadette, virgem, a quem Nossa Senhora apareceu em Lourdes:

“Bernadette Soubirous era uma criança em tudo igual às outras. Nela só se destacavam a expressão do olhar de invulgar inocência”.

“Na primeira aparição, Bernadette só pode fazer o Sinal da Cruz depois que Nossa Senhora o fez. Mas segundo numerosas testemunhas, depois dessa visão, em toda a vida de Bernadette, seu Sinal da Cruz era inigualável e realmente inesquecível. Um sinal inimitável, pois a vidente o aprendera com a Santíssima Virgem.”

“Uma ocasião, no convento, insistiam com a Irmã Bernarda para que dissesse como era o vestido com o qual Nossa Senhora lhe aparecia. Uma das religiosas dizia que era desta fazenda, outra, daquela.

“Respondeu-lhe Bernadette: `Eu não disse que o vestido era disso ou daquilo. Era de um pano que nunca vi. Ademais, se querem saber tanta coisa, fazei Nossa Senhora voltar outra vez e vede bem'“.

“Grande era sua humildade. Quando alguém a procurou certa vez para que dissesse algumas palavras de edificação às noviças, respondeu sorrindo: 'Ai, nada sei. O que se pode arrancar de uma pedra, minha Irmã?'

“Perguntou-lhe sua superiora se não se sentia orgulhosa por ter sido escolhida por Maria para lhe ser a confidente.

“Respondeu: ‘Que ideia a senhora faz de mim? A Santíssima Virgem escolheu-me porque eu era a mais ignorante. Se Ela achasse uma outra mais ignorante do que eu, ter-lhe-ia escolhido certamente’.“

“Os contínuos sofrimentos e vômitos de sangue aniquilavam lentamente a vidente. Seu aspecto físico demonstrava esse aniquilamento e a santa, ao lado disso, buscava apagar-se no convento.

“Conseguiu-o de tal maneira que uma postulante, ao entrar para o convento, declarou que queria conhecer Bernadette, Justamente quando ela passava no momento, a mostraram.

“E a santa disse: “Bernadette, é isto” ( Bernadette, c'est ça).”

Quando a gente lê uma vida dos santos, a gente fecha o livro: Que grande santo! Porque o santo é uma tão grande coisa que sempre a gente diz: eu não pensava que isto existisse.

Realmente, qualquer santo é uma maravilha única e é uma surpresa inesperada, desde que a vida do santo seja bem descrita.

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, Santo do Dia — 15.4.66)


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sábado, 14 de abril de 2018

Novena de Santa Bernadette – Nono e último dia

Luis Dufaur
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Nono e último Dia: uma genuína vida Interior

Nós quereríamos como vós, ó Santa Bernadete, viver sob o olhar de Deus e da Virgem Maria.

Obtende-nos a graça de nos assemelharmos a vós, especialmente em todos os dias da nossa vida.

Pensamento espiritual: “Tenho uma única aspiração, a de ver a Virgem Santa glorificada e amada”. (Santa Bernadete)

Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai.

Pedir a graça que se deseja obter com esta novena.




ORAÇÃO FINAL DA NOVENA

Ó minha Mãe e minha Senhora de Lourdes, sei que eu merecia ser abandonado.

Mas sei que Vós existis e que pedis para o homem não aquilo a que ele tem direito, mas aquilo a que ele não tem direito.

Vós pedis para o homem o perdão a que ele não tem direito, a generosidade a que ele perdeu o direito, o afago a que seus atos de virtude não dão título.

Pois bem, tudo isso Vós obtendes para eles, pelos méritos de vosso sorriso, junto ao vosso Divino Filho.

E eu sei que em determinado momento sairei disto e continuarei a ir para frente.

Ó minha Mãe, vede onde me deixei cair!

Minha Mãe, não conseguirei nada enquanto Vós não me ajudardes.

Ajudai-me, ajudai-me! Amém.

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sábado, 31 de março de 2018

Domingo de Páscoa: Ressurreição triunfal de Nosso Senhor. Que venha o triunfo da Igreja!

Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta. Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Cristo ressurrecto, basílica dos Santos Pedro e Paulo, Malta.
Fundo: rosácea catedral de Chartres, França.
Luis Dufaur
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Assim que a alma de Nosso Senhor voltou ao corpo, Ele apareceu a Nossa Senhora.

Como terá sido esse encontro?

Ele pode ter aparecido como Senhor esplendoroso,

Rei, como nunca ninguém foi nem será rei.

Ou, com um sorriso que lembrava o primeiro olhar no presépio de Belém.

O que Ele comunicou a Ela?

O que Nossa Senhora terá dito, vendo-O e amando-O perfeitamente?

Foi o primeiro louvor que Jesus recebeu após a Ressurreição, feito em nome da Igreja toda.

quarta-feira, 28 de março de 2018

A Santa Ceia: o dom infinito da Eucaristia e o drama

Última Ceia, Instituição da Eucaristia, Giusto da Guanto, c. 1474.
Última Ceia, Instituição da Eucaristia, Giusto da Guanto, c. 1474.
Luis Dufaur
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Na Santa Ceia, Jesus Cristo instituiu o Santo Sacrifício da Missa.

Para os judeus era a festividade da Páscoa.

Quer dizer da saída do Egito, da libertação da escravidão.

O inicio do caminho para a Terra Prometida.

No centro da refeição estava o cordeiro pascal.

Em lembrança do cordeiro que Moisés mandou sacrificar e comer antes de partir.

Em prefigura do Cordeiro de Deus que viria remir os homens.

E eis que o Cordeiro de Deus estava ai oferecendo Seu próprio Corpo!

Mas Ele estava profundamente triste.

Ele sabia que um dos Apóstolos O tinha traído.

sábado, 24 de março de 2018

Domingo de Ramos, ontem e hoje

Jesus entrando em Jerusalém, no Domingo de Ramos.
Jesus entrando em Jerusalém, no Domingo de Ramos.
Luis Dufaur
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Te aplaudiam, meu Senhor! Te aplaudimos também nós…

Te reconheciam rei de Israel, Hosana Filho de Davi!

Te reconhecemos também nós…

Estendiam suas capas e tapetes no chão em Teu passo.

Fizemos o mesmo também nós...

Agitavam ramos de oliveira e palmas em sinal de alegria!

Nos Domingos de Ramos, agitamos também nós...

quarta-feira, 21 de março de 2018

O último suspiro de Santa Bernadette

Santa Bernadette: corpo incorruto em Nevers
Santa Bernadette: corpo incorruto em Nevers
Luis Dufaur
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A noite de 15 a 16 de abril de 1879 foi a última de Santa Bernadette neste vale de lágrimas. Ela tinha 35 anos de idade.

Por volta das 11 horas da manhã ela quis se levantar. As religiosas a colocaram sobre uma poltrona.

Nessa hora ela ouviu o sino chamando as freiras para o almoço e pediu-lhes perdão por fazê-las atrasar.

Ela olhava sempre para um crucifixo fixado na parede.

Entre meio-dia e uma hora ela tentou comer alguma coisa, mas não conseguiu.

“Seu estado de extrema debilidade me impressionou... Eu achei que era meu dever alertar a enfermeira e chamar a comunidade” – disse a Madre Josefina Forestier.

O Pe. Febre veio logo, confessou-a de novo e recitou com ela a Oração dos Agonizantes. Ela respondia “com uma voz débil, mas clara”.

O sacerdote lembrou-lhe as palavras bíblicas do “esposo divino”:

— “Cola-me como um selo sobre teu coração” (Cântico 8,6).

Tomando o crucifixo ela o colocou sobre o coração, apertando-o com força. Como ela queria que o mesmo ficasse sempre nesse local, amarraram-no com uma fita para evitar que caísse devido aos movimentos involuntários causados pela dor.

Por volta de duas horas e quinze, uma das religiosas lhe perguntou:

— Minha irmã, vós sofreis muito?

— Tudo isso é bom para o Céu – respondeu Bernadette.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Com Nossa Senhora não se brinca...

catedral de Gante

Luis Dufaur
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Perto de Gante, na Bélgica, existe um santuário no qual os milagres são numerosos. Eis um muito excepcional.

Três estudantes de um ginásio do Estado resolveram um dia, como passatempo, zombar da fé dos peregrinos.

Um deles quis desempenhar o papel de cego, e foi levado aos pés de uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes pelas mãos dos outros dois companheiros.

O pretenso milagre consistia nisto: o moço, chegando à gruta com os olhos vendados, devia esfregá-los com a água da fonte e gritar: "Estou curado! Enxergo perfeitamente!"

Mas o efeito foi muito diferente do que se esperava.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ganhou o Prêmio Nobel de Medicina, é agnóstico, mas diz que em Lourdes “existe algo inexplicável”

Dr. Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris  Prêmio Nobel de Medicina em 2008
Dr. Luc Montagnier, do Instituto Pasteur de Paris
Prêmio Nobel de Medicina em 2008
Luis Dufaur
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O bacteriólogo Luc Montagnier, Prêmio Nobel de Medicina de 2008, fez declarações cujo impacto perduram até hoje.

Foi no primeiro colóquio científico internacional organizado pelo Santuário de Lourdes nos dias 8 e 9 de junho de 2012, segundo informou em seu tempo o jornal “La Croix” de Paris.

Entrevistado naquela ocasião por “La Croix”, o biólogo que é agnóstico declarado, reconheceu que nos milagres de Lourdes “existe algo inexplicável”.

A guisa de esclarecimento do que ele não consegue explicar, disse: “pode se imaginar que as doenças podem ser curadas de uma forma diversa da que a medicina conhece no momento presente”.

Essa forma que a medicina não compreende e que maravilha aos estudiosos é o que se chama “milagre”. Mas, o agnóstico professor pena a tirar esta última consequência, entretanto, tão sensata, até linguisticamente.

Não é o primeiro cientista que tenta achar alguma causa material. Neste blog temos citado muitos deles que analisaram a água em épocas diversas e de pontos de vista diferentes.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Mais um milagre de Lourdes proclamado oficialmente. É o nº 70

A irmã Bernadette Moriau emocionada pelo acontecido.
A irmã Bernadette Moriau emocionada pelo acontecido.
Luis Dufaur
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Mons. Jacques Benoit-Gonnin, bispo de Beauvais, norte da França reconheceu canonicamente mais um milagre de Nossa Senhora de Lourdes, no dia de sua festa, 11 de fevereiro de 2018, noticiou “Clarin” de Buenos Aires.

O reconhecimento oficial do milagre aconteceu após os rigorosos procedimentos do Bureau Médico de Lourdes – uma espécie de primeira instancia para analisar clinicamente os casos alegados – e do Comité Médico Internacional de Lourdes, uma segunda instância muito exigente.

No fim de exaustivas análises esses comitês devem responder se houve uma “mudança repentina, instantânea, completa e duradoura” que não tem explicação “dentro do atual estágio do conhecimento científico”.

Em caso de resposta positiva, o processo é encaminhado ao bispo da diocese de residência do beneficiado. O prelado deve decidir se procede ou não à proclamação canônica do milagre.

Só o bispo em nome da Igreja pode declarar o milagre. Os médicos, ainda que muito categorizados, só concluem que a cura é inexplicável segundo a ciência.