quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Milagre de Nossa Senhora de Lourdes
mudou a I Guerra Mundial (1)

São Pio X não queria a I Guerra Mundial
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em setembro de 1914 a I Guerra Mundial teve um lance dramático. Aquele conflito iria ter um efeito fundamentalmente danoso para a Igreja Católica.

O Santo Padre São Pio X, do Vaticano, multiplicou os esforços e os ardorosos apelos para conjurar a catástrofe.

O Santo não somente via os horrores que toda guerra ‒ máxime mundial ‒ traz consigo.

Por cima de tudo, ele previa que o engajamento militar tinha uma intenção essencialmente anticatólica e, portanto, anticristã. Ele a chamava de “guerrone” (grande guerra) não sem repulsa.


A causa era que o pontificado de São Pio X trouxera um grande reafervoramento dos católicos. Estes saíram do marasmo do fim do século XIX e se reorganizavam ativamente contra os males do tempo.

Na França, contra o laicismo republicano filho da Revolução Francesa inimigo do Altar e do Trono. Na Alemanha, contra a Kulturkampf, espécie de Revolução Cultural promovida pela Prússia protestante contra o cristianismo.

Mais ainda, São Pio X condenou e combateu o “modernismo”, “síntese de todas as heresias” segundo o santo pontífice, e os movimentos correspondentes no campo social ‒ como o grupo de tipo democrático-“cristão” Le Sillon. Nisto era apoiado por muitos católicos fervorosos que cooperavam na luta contra a heresia “modernista”.

São Pio X temia pela França que então se renovava em admiráveis impulsos de catolicidade e de retorno às formas sociais, culturais e políticas que fizeram dela a Filha primogênita da Igreja.

A Prússia protestante visava esmagar o catolicismo.
Seu exército estava super-equipado
Mas, naquela guerra indesejada, a juventude católica entusiasmada pelo Papa iria ser levada ao extermínio nos campos de batalha, como de fato aconteceu.

O santo temia também pelo futuro da Áustria católica na qual depositava grandes esperanças desde que não se submetesse às imposições da Prússia protestante. Porém, um conjunto de desastradas políticas amarrou a Áustria à Prússia, então ímpio látego da Europa.

Por tudo isso, a vitória do Império Alemão seria um resultado péssimo para os católicos dos dois lados beligerantes e para a própria Igreja Católica. Mas essa vitória parecia o desenlace mais provável da guerra.

Logo no início do conflito, a ofensiva prussiana em direção a Paris ficou impossível de parar. Nos primeiros dias de setembro o exército prussiano estava às portas da capital francesa.

Uma histórica batalha aconteceu no Vale de Marne entre 5 e 12 daquele mês. Malgrado esforços heroicos e desesperados por parte dos franceses, tudo fazia pressagiar o pior: a Prússia anticatólica ficaria dona de Paris e rainha da Europa.

O exército francês subalimentado, esgotado, sem fornecimentos, reagia improvisando e o exército prussiano bem equipado, organizado e poderoso já tinha ordem de entrar em Paris.

Surpreendentemente, no dia 9 o comando prussiano ordenou a retirada geral.

O que tinha acontecido?



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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Convento das Carmelitas de Lourdes
expia pelos peregrinos

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Mas há uma coisa talvez mais bonita ainda em Lourdes, e que é o Convento de Carmelitas que há lá.

Há um convento de Carmelitas em Lourdes, de contemplativas recolhidas que têm o propósito de expiar e sofrer todas as doenças para obter graças para os corpos e para as almas das pessoas que vão lá pedir essas graças.

De maneira que elas nunca pedem a sua própria cura.

Mas aceitam todas as doenças que queiram cair em cima delas em benefício das almas que vão à Gruta de Lourdes para pedir a cura.

Então elas sofrem coisas horrorosas, elas levam às vezes uma vida inteira de sofrimentos.

E, às vezes, morrem de uma morte prematura com o fito, o objetivo especial de fazer bem para as outras almas.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 6.2.65. Texto não revisto pelo autor).



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sábado, 11 de fevereiro de 2017

O inefável da Gruta de Lourdes

Tocando a pedra abençoada da gruta
Tocando a pedra abençoada da gruta
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Quantas vezes, sentado naqueles bancos de metal – sempre imaculados – que há diante da Gruta, eu ficava longos períodos, talvez horas, olhando os peregrinos passar, passar, passar, numa sucessão sem fim.

Que saudade!

Entretanto, diria alguém que ali não esteve: que banalidade!

Ficar ali sentado, vendo passar aquelas pessoas vindas de todos os cantos do mundo, com seus doentes, suas velas, seus papelinhos com pedidos, as fotos do parente ou do amigo, documentos, objetos de piedade e sei lá quantas coisas mais.

E, todos, todos colando sua mão bem espalmada na entrada na Gruta, e assim fazendo o percurso – que não é longo – até saírem.

No fim, a pedra transuda água. Não é a água da fonte e todo mundo sabe disso. É água natural que filtra não sei como pela pedra, muito devagarzinho.

Todo o mundo tenta pegar dessa água, molhar seu lenço, seu papelinho, seu pedido, a foto do parente ou amigo, fazer o sinal da Cruz com ela, etc.




E completado o rápido percurso, quantos se voltam 180º em direção à imagem da Gruta no alto, como que querendo prolongar um pouquinho uma prosa que aconteceu no fundo de sua alma com Nossa Senhora Ela mesma.

O último olhar
Num certo dia, enquanto desfiava o terço, me veio uma coisa à cabeça: por que é que esse pessoal faz isso? Santa Bernadette não fazia, nem falou para fazer...

E, entretanto, eu era um desses que percorria a Gruta toda com a mão espalmada, beijava a pedra úmida, molhava todos os lenços nela, e ainda me voltava para a imagem no fim, sem cessar.

Uma vez, duas vezes, dezenas de vezes, a todas as horas e com todos os frios, no dia e na noite.

O que há?

O que há é inefável, quer dizer, algo que não tem palavras que o descreva, mas que a gente sente no mais fundo da alma como uma voz que falou coisas que ninguém fala.

E vendo aquelas pessoas, eu percebia que elas também percebiam esse inefável, como que incomunicável.

Veja vídeo
VÍDEO: velas de Lourdes
Tudo isso não vai sem uma graça sobrenatural que nos faz entender coisas para as quais as palavras são incapazes.

É uma graça que toca de um modo mais eminente do que outras graças.

A ação dessa graça comunica uma certa ordenação no espírito humano mutilado pela negação intencional do sobrenatural, pelo exagero incessante, quotidiano daquilo que é puramente material, interesseiro, até pecaminoso.

Tocando a pedra abençoada da gruta
Tocando a pedra abençoada da gruta
Fazer essa breve romaria dentro da Gruta de Lourdes introduz a gente num mundo inteiramente diferente daquele onde vivemos todos os dias.

A gente, por assim dizer, é transportado sem esforço a um mundo todo feito de inefáveis.

A mão toca a pedra e colhe a umidade como que querendo apanhar esse imponderável e levá-lo para casa ‘preso’ no lenço ou papelzinho molhado.

A alma que vai passando vai se ordenando. É como se Nossa Senhora afagasse com mão suave, delicada e fresca nossas cabeças atrapalhadas, sarasse nossas feridas da alma, e dissesse para cada um palavras que a gente não sabe repetir.

Esse inefável ameniza o tenso, endireita o torto, restaura o quebrado, suaviza o endurecido, flexibiliza para o espiritual, amolece o empedernido, inspira confiança ao desesperado...

A atmosfera do inefável que cercou o dogma da Imaculada Conceição e as graças que vieram com Lourdes confirmando esse dogma, pouco mais ou menos chegam até nossos dias.

Hoje se pode dizer que as trevas tentam circunscrever o brilho imponderável de Lourdes.

Porém, esse brilho que não entra pelos olhos do corpo, mas pelo olhar da alma, continua se comunicando sem cessar a todos os que ali vão.

Há como que um verdadeiro arco voltaico de graças, um arco-íris sobrenatural, que vem desde Santa Bernadette e o Beato Pio IX no século XIX, em torno do dogma da Imaculada Conceição.

Mil e mil inefáveis de ordem sobrenatural emanam de Lourdes como um orvalho regenerador para a Humanidade.

"Perdão, minha Mãe, perdão! Andei mal!" Ela ouve sempre.
E onde está a Humanidade? Onde estou eu? O que faz a Humanidade desse dom? O que eu faço dele?

Em qualquer lugar do mundo, olhando estas letras ou quaisquer outras que elevem nossa mente até Nossa Senhora, eu posso ser beneficiado por esse orvalho.

Mas é preciso eu me fechar para a má influência que me rodeia: materialista, pragmática, sensual, igualitária, cristofóbica.

É toda uma nova e boa educação para esses imponderáveis que me é necessária.

E então eu lembro das palavras de Santa Bernadette, quando ela se voltou para o povo no fim da 8ª aparição, num longínquo 24 de fevereiro:

―“Penitência, penitência, penitência!”; e “rezai a Deus pela conversão dos pecadores”, disse ela.

Esse pedido de penitência foi para cada um de nós. Para cada um de nós mudarmos de vida – cada um sabe no quê. E repetido três vezes, como quem diz: entendam bem, é para valer.

O “pecador” precisado de penitência não é o vizinho, nem alguém que a gente não sabe quem é – aliás, também sim.

Mas o primeiro “pecador” que precisa se converter é cada um de nós, sem exceção. Por causa desse “pecador”, Nossa Senhora veio a Lourdes e fez o pedido.

Entretanto, como é fácil essa penitência, essa mudança de vida, de disposições interiores, percorrendo a Gruta como acima está escrito.

A grande questão é nunca esquecer, sempre reavivar a lembrança, na vida quotidiana, sem cessar, pedindo a Nossa Senhora essa graça de nunca diminuir a saudade e a recordação.

E, para quem não foi a Lourdes, pensar em tudo isto e ter a confiança de que pensando nisto o orvalho de Lourdes chegará até onde estejamos e operará essa maravilhosa e inefável transformação em nós também.

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Nossa Senhora de Lourdes: o essencial das aparições

Luis Dufaur
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A partir de 11 de fevereiro de 1858, Nossa Senhora apareceu 18 vezes a Santa Bernadette Soubirous, numa gruta perto de Lourdes, França.

A santa perguntou à Dama quem era e o que queria. Ela respondeu: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

O Beato Papa Pio IX havia proclamado o dogma da Imaculada Conceição em 8 de dezembro de 1854 e a aparição confirmou esse dogma.

Nossa Senhora usava um vestido branco com uma fita azul. São as cores da Imaculada Conceição.

Nossa Senhora fez vários pedidos por meio de Santa Bernadette:

1) “Penitência, penitência, penitência!”; “rezai a Deus pela conversão dos pecadores”; além da recomendação de “oscular a terra em penitência pelos pecadores”.

2) “Ela me disse para comer a erva que se encontra no mesmo local onde eu fui beber” [em sinal de penitência], explicou a vidente.

3) “Ide beber na fonte, e lavai-vos ali”. Para esse efeito Nossa Senhora fez brotar uma fonte na gruta de Lourdes. Dali provém a “água de Lourdes”, até hoje.

4) Mandou construir uma igreja no local: “Devem vir aqui em procissão”. É a origem da procissão dos círios em Lourdes.

Como prova da veracidade da aparição, Nossa Senhora abriu ali uma fonte torrencial de graças e milagres como em nenhuma outra parte do mundo.

A ciência já constatou, depois de demorados processos, mais de 7.000 curas inexplicáveis pela medicina.

Os milagres acontecem em geral ao beber a “água de Lourdes” ou lavar-se nela, e também na benção dos doentes.

Procissão dos círios
em Lourdes
Mas muitos outros acontecem de modos e em locais inesperados, ao se invocar Nossa Senhora de Lourdes.

Por isso surgiram inúmeras reproduções da gruta de Lourdes pelo mundo inteiro.

Fiel: dirige-te para a imagem de Lourdes diante de ti e implora a Nossa Senhora o que mais precisas e compromete-te a cumprir os pedidos dEla, com a certeza de ser atendido.




O Ave Maria de Lourdes

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