domingo, 31 de julho de 2016

Dói o silêncio do Papa

No fundo: a igreja de Saint-Etienne du Rouvray, cenário do sacrílego crime islâmico. Na frente: crucifixo na igreja de St-Vincent em Baux-de Provence.
Fundo: igreja de Saint-Etienne du Rouvray, local do sacrílego crime islâmico.
Na frente: crucifixo na igreja de St-Vincent em Baux-de Provence.
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




O primeiro mártir do Islã em terra da Europa tem um nome.

É o padre Jacques Hamel, assassinado enquanto celebrava a Santa Missa no dia 26 de julho, na igreja paroquial de Saint-Etienne-du-Rouvray, na Normandia.

Dois muçulmanos exaltando o Islã invadiram a igreja, e depois de tomar alguns fiéis como refém, degolaram o celebrante e feriram gravemente outro fiel.

Sobre a identidade dos agressores e o ódio anticristão que os moveu não pairam dúvidas.

Em sua agência de notícias Amaq, o Estado Islâmico definiu os dois assaltantes de “nossos soldados”.

O nome de Jacques Hamel se soma ao de milhares de cristãos que todos os dias são queimados, crucificados, decapitados em ódio à sua fé.

Mas o massacre de 26 de julho marca uma guinada, porque é a primeira vez isso que acontece na Europa, lançando uma sombra de medo e consternação nos cristãos do nosso continente.

Obviamente não é possível proteger 50.000 edifícios religiosos na França, e um análogo número de igrejas, paróquias e santuários na Itália e em outros países.

Cada sacerdote é objeto de eventuais ataques, destinados a se multiplicarem, sobretudo após o efeito emulativo engendrado por esses crimes.

“Quantas mortes são necessárias, quantas cabeças decepadas, para que os governos europeus compreendam a situação em que se encontra o Ocidente?”perguntou o cardeal Robert Sarah.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Pe. Jacques Hamel R.I.P.: o crime revelador do Islã,
e não só do Islã...

Padre Jacques Hamel R.I.P., degolado na Missa por imigrantes islâmicos
Padre Jacques Hamel R.I.P., degolado na Missa por imigrantes islâmicos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Vivamente impactados pelo brutal e sacrílego assassinato do Pe. Jacques Hamel, oferecemos a nossos leitores uma tradução livre do inteligente e vibrante comentário de Antoine Burckhardt publicado em seu blog Civilisation Chrétienne. 









O martírio do Pe. Hamel: o tormento dos cristãos orientais agora é o nosso



A ameaça se realizou. Um padre foi degolado por muçulmanos enquanto celebrava a missa. Isso não aconteceu no Iraque, na Nigéria ou no Paquistão, mas numa pequena cidade da Normandia, sob o céu macio da nossa França como diz a canção.

Alguns estão atônitos face ao horror e se perguntam: por que nós? Por que um padre? Por que um homem de 86 anos?

domingo, 24 de julho de 2016

A voz da eternidade falando inefáveis

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Entra o empresário italiano bem trajado; ajoelha-se uma chinesinha maravilhada; desfila uma delegação de poloneses ainda marcados pela tragédia comunista; cantam os espanhóis; o casal inglês inclina-se reverente; a mulher de ébano beija o chão emocionada; a família americana não sabe onde pôr todas as velas que trouxe.

Ajoelhados, em pé ou sentados nos bancos, ficam em silêncio, olhando para essa gruta que é porta do Céu, com o ar de inocência e de paz de sua primeira comunhão.

Coisa paradoxal: o tempo lá parece não passar. É como se por um instante tivéssemos ingressado na eternidade.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

UMA VISITA HOJE A LOURDES


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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É difícil descrever quão grata, sutil, sobrenatural, inesquecível e grandiosa é a acolhida que aguarda o peregrino que se aproxima da Gruta de Lourdes!

De dia ou de noite, grupos de romeiros ― grandes ou pequenos segundo a ocasião ―, doentes e sãos, de todas as idades, raças, povos e línguas afluem por ruas e acessos diversos, prelibando a doce e inefável bênção que faz de Lourdes o maior pólo de atração marial da Terra.

Cruzando o rio Gave, entra-se na esplanada do Santuário pelo portão de São Miguel.

Sobre a ponte, uma impressão acode ao espírito: dir-se-ia que as pessoas são outras.

Elas avançam com passo calmo e decidido, sereno e confiante, cheias de fé.

É como se esse charme misterioso de Lourdes reavivasse nelas sobrenaturalmente, também o amor da compostura, do alinho, da dignidade e do respeito.

Ao pé da letra, o movimento não cessa nas 24 horas do dia.

Pode-se chegar na mais alta madrugada, e sempre se encontrará gente.

No auge do inverno, o vento que sopra dos cumes dos Pirineus torna impossível qualquer presença ante a Gruta.

Mas, apertados uns junto aos outros, os fiéis se concentram nela, e ali ficam rezando dia e noite, dia e noite.

A cacofonia da vida moderna, com seus desgostos e tragédias, a agitação desgastante das cidades, o ritmo frenético, as “torcidas” angustiadas, as contradições e desapontamentos com os outros, instilam, quotidianamente, a deprimente ideia de que os homens em geral não têm conserto.

E quanto esta ideia tem de verdadeiro!

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Exorcista: “Satanás atrás dos atentados islâmicos”

Padre Gabriele Amorth, exorcista oficial da diocese de Roma:
“Satanás impulsiona o Estado Islâmico, com certeza”
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Os recentes atentados de Nice e Bruxelas, como os do fim do ano passado em Paris e as tentativas massivas de violação de mulheres em cidades da Alemanha e do norte da Europa no Réveillon obedecem a um objetivo: erradicar o cristianismo do mundo apagando seus últimos restos já tão diminuídos.

Nos casos citados da Europa o caráter estritamente religioso da ofensiva de crimes não aparece tão claramente, pois os atentados visam o comum dos cidadãos indiscriminadamente.

O islamismo mais moderno age diante das imagens dos velhos demônios dos templos pagãos desertos como um anjo das trevas que surge das cavernas mais escuras do inferno atropelando os seus cúmplices de menor posição.

E se volta contra o mundo ocidental que ainda pode ser chamado de cristão mais por causa do passado de que pelo presente, com o mesmo furor destruidor supra-humano.

Segundo o padre Amorth, exorcista de Roma, nas violências inauditas e nas perseguições contra os cristãos praticadas pelo Estado Islâmico, é perceptível a garra do demônio.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Por quê o mundo não abre mais os olhos
para Nossa Senhora de Lourdes? - 2

Doentes diante da Gruta de Lourdes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Nossa Senhora é taumaturga?

É! Mas um curandeiro recebe mais propaganda em jornais ou TV.

Mas por que comparar aquelas coisas, misturas de patifarias com demônios, com as coisas de Nossa Senhora de Lourdes?

Quem é que faz, a respeito de Lourdes, a propaganda que se fez a respeito do Arigó ou Uri Geller?

O demônio faz uma coisa, então a propaganda fala dele.

Nossa Senhora faz uma coisa, e a propaganda cala. Para o bem, olhos fechados; para o mal, olhos abertos.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Por quê o mundo não abre mais os olhos
para Nossa Senhora de Lourdes? - 1

Lourdes: doentes e romeiros no fim da procissão das velas
Lourdes: doentes e romeiros no fim da procissão das velas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Há uma cegueira do mundo contemporâneo com relação à Lourdes.

Se não houvesse Lourdes, seríamos propensos a dizer que, se hoje houvesse milagres como no tempo do Evangelho, as multidões se moveriam como nos tempos de Nosso Senhor.

A ausência dos milagres determinaria, então, o ceticismo de hoje.

Na realidade, os milagres estão se produzindo continuamente em Lourdes há cem anos. E em nenhuma época da história foi tão possível controlar a autenticidade dos milagres como em nossa época.

Todos os meios possíveis de controle foram empregados, os mais requintados, rigorosos, severos.

Esses milagres, depois de verificados por juntas médicas, passam pelo crivo das cardeais, arcebispos e bispos. Essas comissões são tão rigorosas, que tem rejeitado milagres aceitos pelos médicos, não sem imenso burburinho da parte de muitas almas fiéis.