quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Oração de Santa Bernadete pedindo a resignação na hora do abandono – 1

Santa Bernadette Soubirous, Moret-sur-Loing.
Santa Bernadette Soubirous, Moret-sur-Loing.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Santa Bernadette Soubirous sofreu a pior sensação de abandono: quando parece que a graça de Deus nos abandonou.

E ela deixou uma oração que nos ensina a receber bem essa provação por amor a Jesus na Sua Paixão:

A oração diz:

Ó Jesus desolado e ao mesmo tempo refúgio das almas desoladas, Vosso amor ensina-me que é de Vossos abandonos que devo haurir toda a força de que necessito para suportar os meus.
Aqui está a primeira ideia. Eu devo sofrer porque Jesus na Sua Paixão sofreu desolações, Ele se sentiu abandonado, Ele se sentiu incompreendido.

No momento, por exemplo, em que Ele disse: “Esse pão é verdadeiramente minha carne...”. Ele disse alguma coisa que fazia alusão à divindade dEle e à presença real dEle no Santíssimo Sacramento.

Naquela ocasião alguns O abandonaram. Ele então se voltou para os que ficavam e fez uma pergunta, onde aparece toda a dor da desolação por causa daqueles que O tinham abandonado: “E vós também me abandonais?”

São Pedro então teve essa resposta magnífica: “Para onde iremos, Senhor, se só Vós tendes palavras de vida eterna?”

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

As lições espirituais das aparições – 2. S.S. Pio XII

S.S. Pio XII
S.S. Pio XII

Conclusão do post anterior

17. Ora, o mundo, que tantos e tão justos motivos de ufania e de esperança oferece nos nossos dias, conhece também uma terrível tentação de materialismo, muitas vezes denunciada pelos nossos predecessores e por nós mesmos.

Esse materialismo não está somente na filosofia condenada que preside à política e à economia de uma porção da humanidade; manifesta-se também no amor do dinheiro, cujas devastações se amplificam à medida dos empreendimentos modernos, e que, infelizmente, comanda tantas determinações que pesam sobre a vida dos povos; traduz-se pelo culto do corpo, pela procura excessiva do conforto e pela fuga de toda austeridade de vida; induz ao desprezo da vida humana, daquela, mesmo, que é destruída antes de ver a luz; está na demanda desenfreada do prazer, que se ostenta sem pudor e que mesmo, pelas leituras e pelos espetáculos, tenta seduzir almas ainda puras; está na indiferença para com seu irmão, no egoísmo que o esmaga, na injustiça que o priva dos seus direitos, numa palavra, nessa concepção da vida que regula tudo em vista somente da prosperidade material e das satisfações terrenas.

“Minha alma, dizia um rico, tens quantidade de bens em reserva por longo tempo; repousa, come, bebe, leva vida regalada. Mas Deus lhe diz: Insensato, esta noite mesmo vão te pedir a tua alma” (Lc 12, 19-20).