quarta-feira, 30 de abril de 2014

Milagres de Lourdes: Jeanne Fretel (1948) após 10 anos de hospital e 7 cirurgias sem resultado

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Jeanne Fretel, nascida a 27 de maio de 1914 na Bretanha, teve uma infância sofrida: rubéola, escarlatina, difteria etc.

Em janeiro de 1938, quando tinha vinte e quatro anos, é operada de apendicite no Hôtel-Dieu em Rennes. Depois disto, passará dez anos no hospital, praticamente sem interrupções.

Primeiro tem que operar um quisto tuberculoso nos ovários, depois, uma peritonite tuberculosa, logo seguida por uma fístula estercoral.

É somente no fim da guerra que sai do hospital, porém aparece uma erisipela, em seguida um hallux valgus bilateral, finalmente uma osteíte do maxilar superior, que não lhe deixou mais do que três dentes na arcada superior e seis na inferior.

A 3 de dezembro de 1946 ingressou no hospital de Pontchaillou, em Rennes. Desta feita, diz ela, é “para morrer lá”.

Está sempre acamada e todas as noites a febre atinge os 39° 5. Tem o abdômen inchado, distendido, terrivelmente dolorido: faz-se necessária uma aplicação diária de seis centigramas de morfina.

Apesar de um prolongado tratamento de estreptomicina, cuja descoberta era recente, o estado de Jeanne Fretel não apresenta melhoras, segundo o demonstra este atestado médico redigido pelo Dr. Pellé:

“De agosto de 1948 a outubro de 1948, a enferma mostra-se cada vez mais cansada: só consegue ingerir pequenas quantidades de líquido. Surgem sinais meningíticos. Um deles é o ventre, volumoso e dolorido. Há um escoamento abundante de pus com as fezes, bem como nos vômitos, acompanhado de sangue negro. Os desfalecimentos cardíacos são freqüentes e colocam em perigo a vida da paciente. Toda esperança parece estar perdida.”

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Lendo as cartas de Santa Bernadette Soubirous – 2

Manuscritos de Santa Bernadette

Continuacao do post anterior

Percebendo a mão de Deus que castiga

Bernadette via com olhos sobrenaturais os acontecimentos de sua época.

Assim, por exemplo, em 1870, durante a guerra franco-prussiana, quando os alemães já estavam próximos de Nevers — e, portanto, ameaçavam a própria segurança das irmãs —, estando já a comunidade inteira a serviço dos feridos, Santa Bernadette escreve à sua irmã Maria:

“Não temos senão uma coisa a fazer: é pedir muito à Santíssima Virgem, a fim de que Ela queira interceder por nós junto de seu querido Filho, e nos obter perdão e misericórdia; tenho a doce confiança de que a Justiça de Deus que nos castiga neste momento será então aplacada por essa terna Mãe” (Carta à sua irmã Maria, de 25 de dezembro de 1870, p.70).